 |
|
|
|
|
 |
Deputados Pedro Wilson (PT-GO), Paulo Teixeira (PT-SP), e
Rodrigo Rollemberg (PSB), com outros três deputados no escritório do embaixador
da Palestina (acima) e de Israel (abaixo) no Brasil, em Janeiro 2009. |
|
|
Memorando de CBINP, Janeiro 2009
Mensagem do Deputado Pedro Wilson (PT-GO). O
mundo não pode se calar: Enquanto houver arrogância entre os
opostos, não haverá paz.
Em nome do Deus vivo, do direito à vida plena, dos direitos
humanos, da liberdade, da autodeterminação dos povos e do
direito ao Estado Palestino, conclamamos a todos os cristãos
a tomarem posição contra a insanidade da guerra. É preciso
que se manifeste toda a comunidade internacional na busca da
moderação e do diálogo construtivo para a retomada do
processo de paz entre palestinos e israelenses. Não haverá
paz, enquanto houver a arrogância dos radicais, de ambos os
lados, nessa guerra desproporcional que fere todos os
parâmetros dos direitos humanos e repete, de maneira brutal
e desumana, o holocausto sionista que se abateu sobre o povo
palestino há 60 anos, lembrado como “Al Nakba”, o dia em que
a Palestina chorou.
O mundo não pode se calar diante dessa barbárie inominável.
Estamos vendo reprisar um odioso episódio de extermínio de
raça em nome de Deus. E temos plena convicção que Deus não
quer essa guerra em tempos de paz, quando o mundo inteiro
comemora e se une para a Confraternização Universal que é
esperança de um novo ano de prosperidade para toda a
humanidade. O governo brasileiro, que acompanha com
apreensão a intensificação sem limites dos ataques de Israel
sobre o território ocupado de Gaza, já encaminhou, através
de mensagem do presidente Lula, proposta para que a ONU
intermedie com urgência uma proposta de trégua e a retomada
do diálogo nos moldes pactuado na Conferência de Anmapolis,
realizada nos Estados Unidos em novembro de 2007.
Toda guerra é insana e cruel. Mas essa é desproporcional e
injusta, genocida e já matou mais de 400 pessoas, feriu mais
de duas mil, civis em sua maioria. São mulheres e crianças
vítimas inocentes de um poderio bélico descomunal que age de
maneira vil e selvagem, desumana, sem limites. É preciso
pará-la antes que uma tragédia da qual a humanidade venha a
se envergonhar aumente o número de vítimas e cause um
holocausto, dos quais os judeus nos lembram sempre e sempre.
Já ocupamos recentemente esse espaço democrático do jornal
Diário da Manhã para homenagear o resistente povo palestino
e a memória de Yasser Arafat, que chamamos de general dos
homens livres, um guerreiro da paz na busca de liberdade
para seu povo e a criação da pátria livre, sonho de todos os
povos. Queremos nos solidarizar com o embaixador Ibrahim Al-Zeben,
com a Federação Árabe Palestina do Brasil e o
Comitê Brasileiro de
Interesse Nacional Palestino, nessa hora fatídica que
mais uma vez se abate sobre o seu povo, vitimando crianças e
mulheres inocentes. Israel não tem o direito de promover,
sob qualquer pretexto, o genocídio, o massacre, a destruição
e toda a sorte de humilhação contra esse povo que, para além
do Hamas, possui uma história milenar, a história do povo de
Jesus Cristo, de Nazaré, de Belém, enfim, da Palestina.
Repetimos aqui: não haverá paz enquanto houver opressão nos territórios ocupados.
Por isso, repetimos aqui: não haverá paz enquanto houver
opressão nos territórios ocupados. Enquanto Israel
permanecer na Faixa de Gaza. A iniciativa do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva de encaminhar à ONU e à comunidade
internacional mensagem de reunião urgente para uma
negociação de paz tem nosso apoio e está respaldada na
Declaração Universal dos Direitos Humanos. É preciso que se
busque, com determinação, os representantes da Autoridade
Palestina, eleitos democraticamente, do governo de Israel e
todos os líderes da comunidade internacional para uma
mediação de paz, para acabar com os ataques militares à
Faixa de Gaza, desmontar os acampamentos militares, demolir
o muro e garantir o livre acesso do povo palestino as suas
cidades.
Nesse momento de confraternização universal, pedimos,
sonhando alto, que se encontre com a urgência necessária,
uma saída cristã, do povo de Jesus Cristo, que termine com o
genocídio de mulheres e crianças, que reine a paz entre
palestinos e judeus e que possamos fazer todos juntos um
culto diário à humanidade e o melhor culto ao Deus vivo. O
mundo não pode se calar diante dessa guerra insana. É
preciso uma posição firme, sem hipocrisias, sem
neutralidades, uma grande mobilização de objetivos, na busca
da paz que todos queremos, como quer o presidente Lula.
Que 2009 seja para o povo goiano, para os brasileiros e
todos os povos do mundo – inclusive israelitas e palestinos
– um ano de paz e prosperidade, livre da insanidade de
guerras, da opressão, do preconceito, da intolerância e da
maldade. Que seja um ano de fraternidade entre os povos, dos
direitos humanos, do meio ambiente, da vida plena para toda
a humanidade.
Pedro Wilson Guimarães é professor da Universidade Federal
de Goiás,
da Universidade Católica de Goiás e Deputado Federal pelo
PT-GO
|