Atravessando a Abertura Relatório: Irmãos separados pelos tribunais
militares de Israel
Por Maisa Abu Ghazaleh, 04/08/2008
Israel deporta nacional Brasileiro
Alyan Suhayb tinha duas opções. Ele poderia continuar na
prisão israelense, ou poderia ser deportado para o Brasil. Filho de uma mulher
de Jerusalém, possui identidade brasilieira e palestina. A ordem veio do
tribunal militar israelense, em Berseba. Ele poderia ficar fora da prisão depois
de 14 meses, se concordasse em deixar sua terra. Se não saísse, ele seria
colocado novamente em uma prisão israelense. Seu irmão, Husam, deve continuar
preso.
Seu irmão Husam deve continuar preso em Israel, cortando o coração de sua
família. Mas as forças Israelenses não estão perseguindo os sonhos das famílias
Palestinas. O jovem de 21 anos disse, “O gosto da liberdade não tem preço,
especialmente por que não esperava ser colocado em uma prisão deserta. Mas
depois da decisão, quando estava andando para o portão em Beitunia, esperava que
a qualquer momento, aquele portão pudesse ser fechado na minha cara”. Ele
continua, “Eu tenho várias emoções misturadas. Não estava esperando ser
libertado, mas isto não é liberdade”.
O jovem Alyan descreveu sua libertação; ele disse que tinha medo. Perguntou ao
diretor da prisão quando libertado o que seria de seu irmão, sua família, dele.
Mas então recebeu a notícia: se não fosse embora, seria preso novamente.
Suhayb diz, “Eu não esperava ser solto de Ofar, não esperava voltar para casa em
Anata, no norte de Jerusalém. Mas agradeci à Deus por achava que poderia ir para
minha terra natal.” Ele continua, “mas quando o oficial da prisão me informou da
decisão pela deportação da prisão para o Brasil, porque minha mãe é brasileira
de origem, mesmo com uma identificação Palestina, foi ai que tive medo.” |
Suhayb afirmou que um representante do consulado Brasileiro fez uma visita em
julho na prisão israelense e informou que ele não poderia ser solto para a
Cisjordânia. O plano Israelense, explicou Suhayb, é que ele seria libertado da
prisão para um avião com destino ao Brasil. Sua condenação no sistema do
tribunal militar Israelense foi que o estudante de 21 anos da faculdade de
Ciência e Tecnologia em Abu Dis, e também um estudante da Mesquita Holy Quran no
mesmo subúrbio de Jerusalém agora cercado pelo muro, foi por ter trabalhado por
uma semana na campanha eleitoral estudantil na faculdade. Ele estava trabalhando
para o bloco islâmico. Ele não estava nas aulas sempre, pois tinha problemas em
passar os pontos de checagem Israelenses, mas tentava assim mesmo.
O jovem apelou para a Autoridade Palestina e o Ministério do Interior, e buscou
instituições e advogados para obter uma identidade Israelense que provaria sua
existência e residência na Cisjordânia. Era tudo ou nada.
Ele nem mesmo tinha permissão para visitas da família, enquanto estava na prisão.
Só viu seu irmão uma vez. Ele e Husam foram separados na Prisão Ramle, onde
também teve as visitas negadas.
“Quando eu e meu irmão recebemos a ordem de deportação, choramos. Nos despedimos
sem saber se algum dia nos veremos novamente. Não havia acusação sobre eles, nem
julgamento. Depois da soltura de Suhyb havia uma chance de encontrar seu irmão,
mas a polícia Israelense não permitiu mesmo um aperto de mão. Husam está preso
na seção 9.
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